Durante o tour do filme O Agente Secreto, acompanhei de perto alguns momentos desse encontro entre cinema, cidade e público — fotografando inteiramente em filme.
As imagens nascem desse intervalo: o gesto antes de virar cena, o movimento fora do enquadramento oficial, a atmosfera que se constrói nos bastidores e nos deslocamentos. Fotografar em analógico aqui não é nostalgia, mas método — aceitar o tempo do processo, o risco do erro e a espera como parte da narrativa.
Este ensaio funciona como um registro em suspensão. As fotografias ainda estão latentes, mas a experiência já se impõe: corpos em trânsito, olhares atentos, uma cidade que observa.
Meu processo criativo não parte da visualização imaginária, mas da observação concreta.
Não “vejo” imagens na mente antes de filmar ou fotografar. Eu procuro entender e ler as ações, fluxos e relações no espaço. Penso na cena como um percurso, com ritmo e consequência.
Por isso, meu trabalho se ancora no real. Prefiro documentar a interferir, observar a dirigir, acompanhar a antecipar.
Pra mim, a câmera não serve para impor uma estética, mas para registrar um acontecimento.
Pra mim, a câmera não serve para impor uma estética, mas para registrar um acontecimento.
Meu olhar é mais próximo do testemunho do que da ficção. O interesse está no que emerge naturalmente — gestos, silêncios, movimentos mínimos, tensões invisíveis.
Criar, para mim, é estar presente. É reconhecer a cena quando ela acontece, não fabricá-la antes.
Meu trabalho nasce do mundo como ele é.
É menos sobre chegar e mais sobre caminhar.
2025 - foto “pedra pra pegar pipa” foi publicada no perfil cotidiano monocromático
2025 - a foto "o salto" foi mencionada na FILE photographic magazine ©
(@file_photographic_magazine no instagram)
(@file_photographic_magazine no instagram)
2025 - foto “O convite” foi publicada no perfil cotidiano monocromático
(@cotidianomonocromatico no instagram), e também escolhida como um dos destaques na publicação de 1 ano do coletivo rua brasil
(@cotidianomonocromatico no instagram), e também escolhida como um dos destaques na publicação de 1 ano do coletivo rua brasil
2025 - collab com o perfil "The Atlantic Dispatch" (INGlaterra)
perfil no instagram dedicado a narrativas visuais dentro do escopo de futebol analógico e cultura de arquibancada.
Série fotográfica sobre o Clube Náutico Capibaribe, filme 35mm. primeira Publicação internacional.
perfil no instagram dedicado a narrativas visuais dentro do escopo de futebol analógico e cultura de arquibancada.
Série fotográfica sobre o Clube Náutico Capibaribe, filme 35mm. primeira Publicação internacional.
2025 - foto “Os Passistas” foi pré-selecionada no Desafio de Fotografia de Rua do Coletivo Rua Brasil
(@coletivoruabrasil no instagram), com o tema “Você já tirou uma foto que fez você se sentir brasileiro? Por quê?”.
(@coletivoruabrasil no instagram), com o tema “Você já tirou uma foto que fez você se sentir brasileiro? Por quê?”.